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Sabe, Cortella tem uma maneira de colocar as coisas que realmente faz a gente pensar. Ele diz algo assim: “Para saber que estamos fazendo a coisa certa, precisamos responder afirmativamente três questões: Eu quero? Eu posso? Eu devo?“. O problema, ainda segundo Cortella, é que “Se quero, não posso; se posso, não devo; se devo, não quero.” Isso meio que pega no fundo, não é? Mostra o dilema que a gente vive todos os dias, tentando equilibrar o que queremos, o que podemos e o que devemos fazer.

Pensando nisso, parece que a raiz do dilema está em como lidamos com a realidade. Nossas emoções, elas têm esse jeito de perceber as coisas, trazendo nossos ‘esquemas’ para a mesa, sabe? E esses esquemas, depois, se manifestam nos nossos sentimentos, influenciando as decisões que tomamos. É um jogo complicado esse de perceber, sentir e agir, tentando achar algum equilíbrio entre o querer, o poder e o dever. E isso pede uma reflexão daquelas, para fazer escolhas que sejam verdadeiras para quem a gente é.

E é aí que tá o “x da questão”. Esse negócio de querer, poder e dever, é bem mais complicado do que parece. O ‘querer’ puxa a gente para um lado, o ‘poder’ questiona o que a gente realmente consegue fazer, e o ‘dever’… bem, ele sempre vem com aquela lista de ‘tem que fazer’. Tentar alinhar essas três coisas é um desafio e tanto. É como se a gente estivesse sempre tentando encontrar um meio-termo, negociando entre o que a gente quer, o que a gente pode e o que a gente deve. E entender essa bagunça toda, aceitar ela, isso é chave para a gente tomar decisões mais conscientes, mais alinhadas com quem a gente é.

Só somos livres de verdade quando conseguimos escolher o que não queremos.” E aí, vem aquela pergunta que não quer calar: no mundo real, será a miséria o preço da liberdade? Será que para sermos verdadeiramente livres, temos que abrir mão de certas coisas, talvez até de confortos ou certezas? É uma reflexão que fica no ar, mas que definitivamente vale a pena pensar a respeito.

29/11/2023